O tempo corrido escorrido do nada
Adormece-te as pernas e deixa-te voar
Pelo sonho inquieto de um solteiro indeciso
Junto de uma lua, um feitiço deixei-te levar
O tempo esconde o corpo não as sombras,
As marcas de um caminho pisado e fustigado
Pelas vivências e lixos acumulados
Que transportamos em nós… que eu transporto por ti…
Diz-me ao ouvido “eu nunca te
perdi!”
Momentos que o tempo detalha com prazer
Como aquelas noites vividas em noites sem lua,
Em tinta sem papel onde quis descrever,
E em traços curtos tentei desenhar…
A tua forma, o meu saber… na tua pele quase nua!
Fez de mim poesia, poeta ou escritor
Fez de mim aquele ser…
…que precisou de morrer para voltar a nascer!
Carlos Fonseca
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ResponderEliminarlindo!!! Susana
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