sábado, 18 de janeiro de 2014

Rubia

Ventos nostálgicos sopram ao ouvido
Revelam sem querer o segredo da noite perdida
Pedi asilo em casa do inimigo
A insegurança e a falta de tom…
Concluiu um soneto sentido e amigo

Grita mulher, não fiques esquecida
Recordo agora em nós o presente
Vejo em ti mais que uma velha amiga
Reconheço em ti esse dom
Condeno em mim o tempo em que estive ausente

Regresso dentro de mim…
E nada me fala nada
Sinto-me perdido e a sufocar
Respiro em ti o meu ar
Abre essas asas, deixa-me sonhar
Fecho em ti os meus olhos e a sorrir
Deixa-me sentir de novo o teu transpirar
Deixa-me sentir de novo a ressuscitar...
                                            ... em ti!


CFonseca

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