Saiu para
rua, vestida de negro
À espera que
as botas marcassem
A personalidade,
a atitude
De uma
vencedora perdida por aí...
Já vencida
por essas botas
Decidiu mostrar
mais o corpo
Que sem
descanso quase caiu
Sobre o livro
que um dia li
Páginas cortadas,
e rasuradas
Deixavam a
imaginação
Rolar na
estrada e acelerada
Sem medo de
ir para a prisão
Mas essa
dama, dama de negro
Já nada
tinha a perder
Perdeu o
medo seguiu enfrente
Até o novo
dia nascer
Mas certo
dia, abriu os olhos
E arrependia
do seu passado
Abraçou flores,
deixou os cactos
E encontrou
o seu retrato
Numa parede,
naquela esquina
Onde contou
cada segundo
Do tempo que
era menina
E nessa menina ficou... o seu mundo!
CFonseca
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