sábado, 11 de janeiro de 2014

Dama de Negro

Saiu para rua, vestida de negro
À espera que as botas marcassem
A personalidade, a atitude
De uma vencedora perdida por aí...
Já vencida por essas botas
Decidiu mostrar mais o corpo
Que sem descanso quase caiu
Sobre o livro que um dia li

Páginas cortadas, e rasuradas
Deixavam a imaginação
Rolar na estrada e acelerada
Sem medo de ir para a prisão
Mas essa dama, dama de negro
Já nada tinha a perder
Perdeu o medo seguiu enfrente
Até o novo dia nascer

Mas certo dia, abriu os olhos
E arrependia do seu passado
Abraçou flores, deixou os cactos
E encontrou o seu retrato
Numa parede, naquela esquina
Onde contou cada segundo
Do tempo que era menina
E nessa menina ficou... o seu mundo!


CFonseca





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