terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Pensamento do dia...

Receio o dia em que cair dentro de mim e nada encontre...

Enquanto existir uma "história",... essa "história",... a minha "HISTÓRIA"...

...nunca, mas nunca me irei sentir... vazio!!!


CF

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Tu e a escrita...


Sentado sem saber o que escrever
Deixo os dedos escorregarem pelo teclado
Como se do teu corpo se tratasse
Tento aos pouco descrever
E de olhos fechados sigo, imaginando
O fogo que arde sem se ver
A saudade de nunca te ter visto e sentir
A vontade de um dia encontrar
A queimadura de uma noite passada ao teu lado

Sonho
Acordado e revejo
Numa história um segmento
De um filme ultrapassado
Vivo
Sem sonhar com o infinito
Acordo no que idealizo
Formas de ventos passados

Regresso a esse meu teclado
Ao teu corpo por mim desejado
No infinito saturado
Que não vivi e recordo
Regresso, com o medo de acordar
E voltar a enfrentar
O dilema de uma página por escrever
Quando tanto há a contar... e acabei por esquecer!


CFonseca

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Pensamento do dia...

O querer e não poder
estar a teu lado
faz de mim aquele ser
que pensa estar castigado
não consigo adormecer
e passo o tempo a pensar
como é que eu te hei-de ver
sem te dar a conhecer… o que se está a passar


CF

domingo, 26 de janeiro de 2014

VIVE...

Abraça o tempo que te restar sem que exista amanhã
Ama sem medo de amar sem medo de sentir o ridículo na pele
Salta na carta no selo que diz de onde e para onde quer que vás
Não olhes o passado, vive o presente segue enfrente sem olhar para traz

VIVE...


CF

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Quando...

Quando um pintor pinta
Um escritor escreve
Quando um músico compõe
E a melodia sai
Com a imagem que o pintor e escritor criaram…
Faz-se magia…
Quando a voz entra e conta, cada silaba por cada acorde
Algo nasce de novo dentro de cada um…
Eu não pinto mas imagino
Esquecido que sou descrevo
Escuto a magia do além
E respiro cada segundo, segundo o som criado
E respiro cada segundo por alguém encontrado...



CFonseca

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

...Eu tive que viver...

Foi à luz de uma fogueira
Que eu tentei escrever
Num papel ainda em branco
O que eu te queria dizer!
Perde o medo de avançar
Esquece agora o depois
Na Saudade e no prazer,
Vive um amor a dois

Não chores mais
Não me quero ver assim
Sorri para a vida
E abraça-a com vontade
Não penses mais
Se o passado é o fim
Escrevo e recordo…
… Com saudade… dessa idade!

Numa noite de Verão
Um sonho realizei
Dança agora S. João
Que nos teus braços entrei
Triste foi o acordar
Triste foi o descobrir
Que nessa história quem chorou
Foi quem sempre te amou
Foi quem sempre um dia quis
Que essa noite acontecesse
Preso a esse meu sentir
E que em nós permanecesse…
A vontade do querer
E conseguir esquecer!
Essa musa foi um sonho
Que eu tive que viver!


CF

sábado, 18 de janeiro de 2014

Depois desse teu Adeus...

O frio que corre na vidraça
A chuva canta descoordenada
Calor só sentado no sofá da sala
Vejo e sinto a lareira a arder…

Custou-me a levantar da cama
Abrir os olhos e morder como quem ama
Segui-te mulher sem clareira, só com alma
Acabei por me perder…

Vou partir agora
Vou deixar-te e ir-me embora
Chove e está frio lá fora
Tenho que te dizer adeus
Sei que voltei tão tarde
Sei que a lenha já não arde
Resta-me só a saudade
Depois desse teu adeus

Resta-me só a saudade
Depois desse teu adeus...


CFonseca

O que dizem os meus olhos...


Escrevo a esperança de um dia encontrar
Em cada poesia a essência desconhecida do AMOR
Em cada palavra revelo o sonho de um poeta
Tentar ser, e fazer acontecer n”A Vida assim o fez…”

Detalho a saudade na 1ª pessoa
Detalho o AMOR como um pedaço mim
Vejo e sinto a esperança no meu filho,
A forma do meu Deus criada assim.

Sinto o seu sorriso, sua alegria,
O seu beijo, abraço e absorvo as suas fantasias
Regresso com prazer à tenra idade e do sonho…
Em realizar, um dos poucos sonhados
Além da FELICIDADE e AMOR
Ser PAI, FILHO e um dia quem sabe até AVÔ
Realizar de um pequeno escrito o meu livro
Rodeado da palavra talvez
Em “A Vida assim o Fez…”



CFonseca

Rubia

Ventos nostálgicos sopram ao ouvido
Revelam sem querer o segredo da noite perdida
Pedi asilo em casa do inimigo
A insegurança e a falta de tom…
Concluiu um soneto sentido e amigo

Grita mulher, não fiques esquecida
Recordo agora em nós o presente
Vejo em ti mais que uma velha amiga
Reconheço em ti esse dom
Condeno em mim o tempo em que estive ausente

Regresso dentro de mim…
E nada me fala nada
Sinto-me perdido e a sufocar
Respiro em ti o meu ar
Abre essas asas, deixa-me sonhar
Fecho em ti os meus olhos e a sorrir
Deixa-me sentir de novo o teu transpirar
Deixa-me sentir de novo a ressuscitar...
                                            ... em ti!


CFonseca

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Prazer


Procura o vento a chuva e o mar,
Procuro em ti o sentimento
De ver um barco a naufragar
No pecado de te ver e sentir
Elevo a alma no teu toque ardente
Iluminas o céu em desespero
Despes o teu corpo, tocas o meu
Encosto-me ti, encostas-te a mim
Levas nossos corpos em desespero
Por caminhos ausentes de tempo
Por caminhos presentes de dor
Sente o calor o prazer e o amor
Sente o calor desse amor com prazer
Sente o calor o prazer e o amor
Como eu me sinto em ti!


CFonseca

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

AMOR...



Sinto o Amor… como uma alma amortalhada
Sentes prazer, nessa palha enxuta dentro de ti
Enquanto queima, trepas um céu sem cordas
Esqueces o mundo, esvairias nesse fumo que te adormece
Esquece o mundo e a vida lá fora
Sente o rio que te embala e nos afoga essa sede…




CFonseca

domingo, 12 de janeiro de 2014

Deixa-te Levar...


Escuta a voz que os ventos sussurram
Sente o frio que aquece a alma
Transpira o rebentar de cada onda
Deixa-te levar pela lua
Espreita o sol de vez em quando
Deixa-te e segue sua sombra
Esquece a roupa e leva o manto
Esquece o manto e segue nua

Despe só o preconceito
Deixa-te levar pelo fogo
Segue a voz e o seu apelo
E naufraga o desejo
Na vontade encontrada
O sonho e uma autoestrada
Teme o cedo e nunca é tarde
De sentir uma boca fria e molhada…
… aquecer com esse beijo!



CFonseca

Escrita Corrida...

A imagem refletida
Numa poça de água perdida
No meio uma estrada vazia
Causou o acidente…

A sirene berrava
Enquanto a família desesperava
De um milagre da tal… a Santa
E o sentir de quem sente…
… saíra dos olhos de quem julgava prescrito
Escrito pelo infinito
E só então descobriu…
Que o prescrito infinito era a água vazia 
Era estrada perdida que o encontrou e o levou!!!


CFonseca

sábado, 11 de janeiro de 2014

Dama de Negro

Saiu para rua, vestida de negro
À espera que as botas marcassem
A personalidade, a atitude
De uma vencedora perdida por aí...
Já vencida por essas botas
Decidiu mostrar mais o corpo
Que sem descanso quase caiu
Sobre o livro que um dia li

Páginas cortadas, e rasuradas
Deixavam a imaginação
Rolar na estrada e acelerada
Sem medo de ir para a prisão
Mas essa dama, dama de negro
Já nada tinha a perder
Perdeu o medo seguiu enfrente
Até o novo dia nascer

Mas certo dia, abriu os olhos
E arrependia do seu passado
Abraçou flores, deixou os cactos
E encontrou o seu retrato
Numa parede, naquela esquina
Onde contou cada segundo
Do tempo que era menina
E nessa menina ficou... o seu mundo!


CFonseca





quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Esse espelho...

O espelho… quase embaciado
E o teu corpo molhado
Desliza sobre o meu
Na vontade… de quase mergulhar
Sem medo de afundar
Nesse oceano só teu…

Tento ver… de que é feito prazer
Descobrir em ti mulher
A embarcação perdida
Que naufraga… num desejo ardente
Que só quem deseja sente
O querer e uma só vida...

Onde o tempo… percorra devagar
Como uma folha perdida
Perdida sobre o mar

A saudade… que o tempo não abafou
O ar que o tempo criou
Sem medo de libertar…
A vontade… de te querer abraçar
Te abraçar e não largar
Esquece o medo e naufraga…
... Vem comigo a alto-mar

E o tempo… que corra devagar
Como uma folha perdida
Perdida e a pensar…
Que o tempo… percorra devagar
Como essa folha perdida
Que repousa… a ver o mar!



CFonseca

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

POESIA, POETA OU ESCRITOR















O tempo corrido escorrido do nada
Adormece-te as pernas e deixa-te voar
Pelo sonho inquieto de um solteiro indeciso
Junto de uma lua, um feitiço deixei-te levar

O tempo esconde o corpo não as sombras,
As marcas de um caminho pisado e fustigado
Pelas vivências e lixos acumulados
Que transportamos em nós… que eu transporto por ti…
                                Diz-me ao ouvido “eu nunca te perdi!”

Momentos que o tempo detalha com prazer
Como aquelas noites vividas em noites sem lua,
Em tinta sem papel onde quis descrever,
E em traços curtos tentei desenhar…
A tua forma, o meu saber… na tua pele quase nua!
Fez de mim poesia, poeta ou escritor
Fez de mim aquele ser…

…que precisou de morrer para voltar a nascer!



Carlos Fonseca