Sentado sem saber o que escrever
Deixo os dedos escorregarem pelo teclado
Como se do teu corpo se tratasse
Tento aos pouco descrever
E de olhos fechados sigo, imaginando
O fogo que arde sem se ver
A saudade de nunca te ter visto e sentir
A vontade de um dia encontrar
A queimadura de uma noite passada ao teu lado
Sonho
Acordado e revejo
Numa história um segmento
De um filme ultrapassado
Vivo
Sem sonhar com o infinito
Acordo no que idealizo
Formas de ventos passados
Regresso a esse meu teclado
Ao teu corpo por mim desejado
No infinito saturado
Que não vivi e recordo
Regresso, com o medo de acordar
E voltar a enfrentar
O dilema de uma página por escrever
Quando tanto há a contar... e acabei por esquecer!
CFonseca
Sem comentários:
Enviar um comentário