Abraça o tempo que te restar sem que exista amanhã
Ama sem medo de amar sem medo de sentir o ridículo na pele
Salta na carta no selo que diz de onde e para onde quer que vás
Não olhes o passado, vive o presente segue enfrente sem olhar para traz
VIVE...
CF
domingo, 26 de janeiro de 2014
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Quando...
Quando um
pintor pinta
Um escritor
escreve
Quando um músico
compõe
E a melodia
sai
Com a imagem
que o pintor e escritor criaram…
Faz-se magia…
Quando a voz
entra e conta, cada silaba por cada acorde
Algo nasce
de novo dentro de cada um…
Eu não pinto
mas imagino
Esquecido que
sou descrevo
Escuto a
magia do além
E respiro
cada segundo, segundo o som criado
E respiro cada
segundo por alguém encontrado...
CFonseca
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
...Eu tive que viver...
Que eu tentei escrever
Num papel ainda em branco
O que eu te queria dizer!
Perde o medo de avançar
Esquece agora o depois
Na Saudade e no prazer,
Vive um amor a dois
Não chores mais
Não me quero ver assim
Sorri para a vida
E abraça-a com vontade
Não penses mais
Se o passado é o fim
Escrevo e recordo…
… Com saudade… dessa idade!
Numa noite de Verão
Um sonho realizei
Dança agora S. João
Que nos teus braços entrei
Triste foi o acordar
Triste foi o descobrir
Que nessa história quem chorou
Foi quem sempre te amou
Foi quem sempre um dia quis
Que essa noite acontecesse
Preso a esse meu sentir
E que em nós permanecesse…
A vontade do querer
E conseguir esquecer!
Essa musa foi um sonho
Que eu tive que viver!
CF
sábado, 18 de janeiro de 2014
Depois desse teu Adeus...
O frio que
corre na vidraça
A chuva
canta descoordenada
Calor só
sentado no sofá da sala
Vejo e sinto
a lareira a arder…
Custou-me a
levantar da cama
Abrir os olhos
e morder como quem ama
Segui-te
mulher sem clareira, só com alma
Acabei por me perder…
Vou partir
agora
Vou deixar-te
e ir-me embora
Chove e está
frio lá fora
Tenho que te
dizer adeus
Sei que
voltei tão tarde
Sei que a lenha
já não arde
Resta-me só
a saudade
Depois desse
teu adeus
Resta-me só
a saudade
Depois desse
teu adeus...
CFonseca
O que dizem os meus olhos...
Escrevo a
esperança de um dia encontrar
Em cada
poesia a essência desconhecida do AMOR
Em cada
palavra revelo o sonho de um poeta
Tentar ser, e
fazer acontecer n”A Vida assim o fez…”
Detalho a
saudade na 1ª pessoa
Detalho o
AMOR como um pedaço mim
Vejo e sinto
a esperança no meu filho,
A forma do
meu Deus criada assim.
Sinto o seu
sorriso, sua alegria,
O seu beijo,
abraço e absorvo as suas fantasias
Regresso com
prazer à tenra idade e do sonho…
Em realizar, um dos poucos sonhados
Além da
FELICIDADE e AMOR
Ser PAI,
FILHO e um dia quem sabe até AVÔ
Realizar de um
pequeno escrito o meu livro
Rodeado da
palavra talvez
Em “A Vida
assim o Fez…”
CFonseca
Rubia
Ventos nostálgicos
sopram ao ouvido
Revelam sem
querer o segredo da noite perdida
Pedi asilo em casa do inimigo
A insegurança
e a falta de tom…
Concluiu um
soneto sentido e amigo
Grita
mulher, não fiques esquecida
Recordo
agora em nós o presente
Vejo em ti
mais que uma velha amiga
Reconheço em
ti esse dom
Condeno em
mim o tempo em que estive ausente
Regresso dentro de mim…
E nada me
fala nada
Sinto-me
perdido e a sufocar
Respiro em ti
o meu ar
Abre essas asas, deixa-me sonhar
Fecho em ti os meus
olhos e a sorrir
Deixa-me sentir de
novo o teu transpirar
Deixa-me sentir de novo a ressuscitar...
... em ti!
... em ti!
CFonseca
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Prazer
Procura o vento a chuva e o mar,
Procuro em ti o sentimento
De ver um barco a naufragar
No pecado de te ver e sentir
Elevo a alma no teu toque ardente
Iluminas o céu em desespero
Despes o teu corpo, tocas o meu
Encosto-me ti, encostas-te a mim
Levas nossos corpos em desespero
Por caminhos ausentes de tempo
Por caminhos presentes de dor
Sente o calor o prazer e o amor
Sente o calor desse amor com prazer
Sente o calor o prazer e o amor
Como eu me sinto em ti!
CFonseca
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
AMOR...
Sinto o Amor… como uma alma amortalhada
Sentes prazer, nessa palha enxuta dentro de ti
Enquanto queima, trepas um céu sem cordas
Esqueces o mundo, esvairias nesse fumo que te adormece
Esquece o mundo e a vida lá fora
Sente o rio que te embala e nos afoga essa sede…
CFonseca
domingo, 12 de janeiro de 2014
Deixa-te Levar...
Escuta a voz
que os ventos sussurram
Sente o frio
que aquece a alma
Transpira o
rebentar de cada onda
Deixa-te
levar pela lua
Espreita o
sol de vez em quando
Deixa-te e
segue sua sombra
Esquece a
roupa e leva o manto
Esquece o
manto e segue nua
Despe só o
preconceito
Deixa-te
levar pelo fogo
Segue a voz e
o seu apelo
E naufraga o
desejo
Na vontade
encontrada
O sonho e
uma autoestrada
Teme o cedo
e nunca é tarde
De sentir
uma boca fria e molhada…
… aquecer com esse
beijo!
CFonseca
Escrita Corrida...
A imagem refletida
CFonseca
Numa poça de água perdida
No meio uma estrada vazia
Causou o acidente…
A sirene berrava
Enquanto a família desesperava
De um milagre da tal… a Santa
E o sentir de quem sente…
… saíra dos olhos de quem julgava prescrito
Escrito pelo infinito
E só então descobriu…
Que o prescrito infinito era a água vazia
Era estrada perdida que o encontrou e o levou!!!
CFonseca
sábado, 11 de janeiro de 2014
Dama de Negro
Saiu para
rua, vestida de negro
À espera que
as botas marcassem
A personalidade,
a atitude
De uma
vencedora perdida por aí...
Já vencida
por essas botas
Decidiu mostrar
mais o corpo
Que sem
descanso quase caiu
Sobre o livro
que um dia li
Páginas cortadas,
e rasuradas
Deixavam a
imaginação
Rolar na
estrada e acelerada
Sem medo de
ir para a prisão
Mas essa
dama, dama de negro
Já nada
tinha a perder
Perdeu o
medo seguiu enfrente
Até o novo
dia nascer
Mas certo
dia, abriu os olhos
E arrependia
do seu passado
Abraçou flores,
deixou os cactos
E encontrou
o seu retrato
Numa parede,
naquela esquina
Onde contou
cada segundo
Do tempo que
era menina
E nessa menina ficou... o seu mundo!
CFonseca
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Esse espelho...
O espelho…
quase embaciado
E o teu
corpo molhado
Desliza
sobre o meu
Na vontade…
de quase mergulhar
Sem medo de
afundar
Nesse oceano
só teu…
Tento ver…
de que é feito prazer
Descobrir em
ti mulher
A embarcação
perdida
Que naufraga…
num desejo ardente
Que só quem deseja sente
O querer e uma só vida...
Onde o tempo…
percorra devagar
Como uma
folha perdida
Perdida sobre
o mar
A saudade…
que o tempo não abafou
O ar que o tempo criou
Sem medo de libertar…
A vontade…
de te querer abraçar
Te abraçar e
não largar
Esquece o
medo e naufraga…
... Vem comigo a alto-mar
E o tempo…
que corra devagar
Como uma
folha perdida
Perdida e a pensar…
Que o tempo… percorra devagar
Como essa
folha perdida
Que repousa… a ver o mar!
CFonseca
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
POESIA, POETA OU ESCRITOR
O tempo corrido escorrido do nada
Adormece-te as pernas e deixa-te voar
Pelo sonho inquieto de um solteiro indeciso
Junto de uma lua, um feitiço deixei-te levar
O tempo esconde o corpo não as sombras,
As marcas de um caminho pisado e fustigado
Pelas vivências e lixos acumulados
Que transportamos em nós… que eu transporto por ti…
Diz-me ao ouvido “eu nunca te
perdi!”
Momentos que o tempo detalha com prazer
Como aquelas noites vividas em noites sem lua,
Em tinta sem papel onde quis descrever,
E em traços curtos tentei desenhar…
A tua forma, o meu saber… na tua pele quase nua!
Fez de mim poesia, poeta ou escritor
Fez de mim aquele ser…
…que precisou de morrer para voltar a nascer!
Carlos Fonseca
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