Vozes Surdas… mas que bom nome que descobri para este blog.
Este pequeno espaço onde transcrevo as minhas ideias, os meus pensamentos, as minhas crenças como cidadão que me deixam completamente descontente com a sociedade e Justiça mal justificada a que assisto no meu dia-a-dia.
Reservei-me até ao dia de hoje para poder mostrar um pouco da minha forma de pensar quanto ao mediatismo do caso “Casa Pia”.
De uma maneira fria o que entendo deste processo é o seguinte:
Certezas:
· Processo mal gerido judicialmente (caso houvesse uma boa gestão não suscitaria tantas dúvidas);
· Sentença em cima do joelho dá no que dá…. (+/- 8 anos depois!!!)
· Condenações justas???;
· Vítimas molestadas, maltratadas, torturadas;
· Arguidos maltratados e julgados em praça pública;
· Defendo os direitos do homem e a pena de morte (controverso), defendo que a Pedofilia só pode ter uma condenação…, a Morte.
Neste processo, as dúvidas foram o prato da casa.
Os ditos e os desmentidos no dia seguinte pelos senhores que vendem jornais, que vendem audiências e que se esquecem que estão a referenciar cidadãos sem que tenham certezas.
O julgamento começou no dia em que os famosos “média” lançaram a sentença.
Será que estamos seguros com tanta fuga de informação?
Será que há investigação fiável com tanto ruído?
Será que o povo pensa no que escuta antes de sentenciar?
Será que a verdade deste processo é a condenação destes arguidos? Ou será mais uma voz surda condenada por simpatia para justificar a nossa justiça?
Existem erros judiciais, esses nunca são assumidos pelos próprios juízes. Só nas instâncias supremas é que se poderão averiguar a veracidade das provas com a colaboração dos advogados de defesa.
Hoje fiquei ainda mais preso às minhas convicções quando assisti ao programa “Prós e Contras” na RTP1. Muita coisa foi dita mas, o que mais chocou foi ouvir de um advogado ex. Casa piano o seguinte: “Os verdadeiros Pedófilos tiveram tempo de fugir” (estes são o quê?). Uma das Vítimas presentes nessa mesma sala que disse: “Os jornalistas punham as imagens que bem entendiam transformando a informação em uma completamente contrária à informação dada nessa reconstituição. Daí os seus depoimentos pouco coerentes.)
Analisando estas informações verificamos a imparcialidade da informação (Ser jornalista é retratar o que foi dito ou tomar partido de quem quer que seja?).
Infelizmente a notícia só é notícia quando lhes agrada… (a guerra das audiências é terrível, pena que penalize por vezes inocentes).
Neste documento não defendo os arguidos nem menosprezo as vítimas (coitados!!! “passo a expressão”), apenas e de uma maneira fria, tento analisar os factos.
Eu acredito na inocência de Carlos Cruz.
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